but i got a hunch.. it’s not over yet.
Junho 30, 2008ah, essas madrugadas de domingo pra segunda.
cheias de emoção e imaginação.
sabe quando tu acorda cedo a semana inteira e resolve compensar no fim de semana? aí, tu aproveita e dorme até quatro da tarde, acorda com o dia já acabando, se extende pras madrugadas, dorme mais tarde ainda, sai pra beber.. e, quando menos espera, acabou a folga e no domingo à noite já se está completamente sem sono.
pois é. nesse domingo, eu fui ver indiana jones com um casal de amigos no cinema.
pra quem não sabe - ou ainda não viu -, parte do filme se baseia na relação do dr. jones com seu até então desconhecido filho. e, lá pelas tantas, quando descobre que o pimpolho abandonou a escola pra ir consertar motos, indiana comenta ‘não interessa o que você faça, contanto que faça o que goste.’
pronto. prato cheio pra um thiago desperto às plenas 2 da manhã.
eu, que nem gosto de passar bilhares de horas pensando ‘o que que eu vou ser quando eu crescer?’
enfim. acabado o filme, eu, na cama, acordadão. decidi virar a noite - o que não é nada raro nos domingos. já que tenho que acordar cedo amanhã e tenho a tarde ‘livre’, é melhor já embalar. e, pra uma noite em claro de domingo, nada melhor que um filminho na tv.
passeando pelos telecines, eis que pego começando treze dias que mudaram o mundo. já viram? eu já, algumas tantas vezes. bem bom. sobre os 13 dias de maior tensão durante a guerra fria.
e, ali pelo meio do filme, apareceram os bravos homens da aeronáutica americana. e eu pensei ‘poxa, que legal. pensando bem, acho até que eu me daria bem no exército, sabe? quem sabe eu não sirvo ano que vem? família inteira do meu pai serviu, vovô oswaldo era milico.. e, pensando bem, meu tio serviu a aeronáutica aqui no rio grande do sul! numa dessas, vai que ele tem algum contato.. olha, é de se pensar.’
e aí, eu fiquei viajando alguns minutos me imaginando na tal aeronáutica. logo eu, que sempre quis voar.. acho que seria o mais perto disso que eu conseguiria.
bom, voltando ao filme.
e a trama ia se desenrolando. puta tensão. os bravos homens do governo resolvendo pepino atrás de pepino. e esses soviéticos, será que vão mandar bomba nos ianques? olha, um espião. e toca telefone vermelho. chacotinhas do poder.
e eis que me ocorreu.
‘pensando bem, quando eu crescer, eu quero ser o presidente dos estados unidos.’
e, quem sabe, não seria uma idéia tão ruim. por que eu não me embrenho pela política? fora a politicagem, eu adoro a coisa toda. vamos mudar o mundo. reuniões até altas horas, mudando o destino das cousas com o estalar de um dedo. vamos dar ao mundo uma cara de thiago.
tá, mas a idéia morreu um pouco. e, aí, eu voltei pro filme.
and the plot goes on. vitória americana nas negociações com os soviéticos. a águia branca da liberdade paira sobre nossas cabeças. iei. reeleição no bolso. ‘mr. president, you’ve just got yourself four more years!’
e, aí, eu lembrei dos cartazes que eu vi hoje pelo cinema.
‘i believe in harvey dent.’
eu, que tanto andei desdenhando o batman nos últimos meses com a superexposição do tal trailer do filme novo, me peguei anseando pelo dia 18 de julho - estréia mundial prevista. como morreu o heath ledger - o coringa novo -, o pessoal do marketing deles teve uma idéia que beira o genial: fazer a publicidade do segundo filme já visando o terceiro. ou seja, introducing mr. next-villain.
pra quem não sabe, o duas caras, que vai ser o vilão do 3o filme da série, vai aparecer no 2o como uma pessoa comum. entendem a poesia da coisa? vai ser um ‘duas caras begins’. uma historinha paralela, pra botar ainda mais charme na coisa. lindo, cara.
e, por que eu tou comentando tudo isso?
porque, aí, eu lembrei da minha reação quando eu saí do cinema, depois de ver o batman begins.
‘quando eu crescer, eu quero ser o batman.’
lembram da minha foto me fazendo chifrinhos? a clássica? pois é, aquela eu tirei aquele dia mesmo. foi a foto do post no flog antigo. os chifrinhos, na verdade, eram orelhinhas de morcego. acompanhadas, lembro bem, do excelentíssima cath phrase ‘does it come in.. blaaaack?’
(não, a pronúncia não é exatamente assim. esse ‘aaa’ solto no meio do ‘black‘ foi pra tentar reproduzir a malícia embutida no filho da puta do mr. wayne perguntando sobre o thumbler, antes de virar batmóvel)
mas então. assim, a madrugada foi. acabou o filme, já começou outro. bon cop, bad cop. já aproveitei pra rever também.
e, de repente, me veio a idéia:
‘thiago, por que tu não vai morar um tempinho no canadá pra aprender francês?’
que idéia bacana, cara! pertinho dos estados unidos, pra poder passear bastante. o canadá, como país bilíngüe, seria mais ’seguro’ pra mim, que me garanto no inglês, do que a frança - mas longe de mim querer tirar os méritos da frança, não entendam errado. além disso, o canadá é um país bacana, se parar pra pensar. meio vazio, mas bem bonito, tem seu charme, e paga bem.
e, pagando bem, que mal tem?
aí, no desenrolar do filme, lembrei que eu tinha que cortar as unhas.
(calma, eu não resolvi ser podólogo não. não se assuste, meu amigo)
parei pra cortar as unhas. já chequei os downloads do shareaza e fiquei feliz da vida vendo que minha velocidade de conexão tava 30kb por segundo. botei o ipod pra carregar pra ouvir de manhã, fui buscar um copo de toddy, sentei pra escrever no blog e, de repente, meu despertador tocou. seis da manhã.
tá vendo quanta coisa a gente perde dormindo?
gostei da madrugada, cara. bem produtiva.
que venham mais insônias como essa.
l: ok go - no sign of life.